sábado, 18 de junho de 2016

Salão do Artesanato da Paraíba abre 24ª edição em Campina Grande

Trazendo o tema “Em cada peça uma história de vida” a 24ª edição do Salão de Artesanato da Paraíba foi aberta na noite desta sexta feira (17) em Campina Grande, no Agreste paraibano pela vice-governadora do estado Lígia Feliciano. O evento é realizado no mesmo local do ano passado, que fica na Avenida Severino Cabral, no bairro do Catolé e vai funcionar até o próximo dia 3 de julho, das 13h às 21h, com entrada gratuita.

A abertura do salão foi marcada pelos desfiles do estilista paraibano Romero Sousa que apresentou uma coleção de peças feitas por artesãos de várias partes do estado.

Em seguida ele ainda apresentou uma coleção feita em parceria com a artesã paraibana Djanete Figueredo, com feitas de algodão colorido utilizando a técnica conhecida como capinotê. Ambos desfiles foram desenvolvidos especialmente para o evento.

Segundo Romero a ideia da parceria com a artesã Djanete Figueredo surgiu de uma viagem que eles fizeram a cidade de Paris, na França, em fevereiro deste ano. Ele também falou sobre o prazer de expor esse trabalho em um evento que, segundo ele, serve como vitrine para apresentar o artesanato paraibano ao Brasil e ao mundo. Romero destacou ainda que toda a matéria prima usada na confecção das peças usadas nos desfiles é paraibana.

Ao todo são 3 mil artesãos participantes de 80 municípios paraibanos, porém a venda no local é feita por apenas 300 deles. É o caso da artesã Ana Priscilla, 23 anos, que mora em João Pessoa, capital do estado, mas veio para o evento comercializar os produtos feitos por ela e sua família, já que o artesanato é o responsável por garantir a renda deles.

“Esse evento é muito importante para mim e para minha família. Meu pai participa desde a primeira edição e é sempre uma satisfação enorme ver o pessoal comprando os produtos que nós produzimos. O momento é propício para faturar mais que em outras épocas do ano”, contou ela.

Para a gestora do programa de artesanato da Paraíba, Lu Maia, que é responsável pelo evento, essa é uma grande oportunidade na vida dos artesãos, para mostrarem a arte e o talento, gerando emprego e renda para eles. Ela ainda conta que alguns dos artesãos que participam do salão tem o evento como a principal fonte financeira do ano.

As pessoas que visitarem o salão vão se deparar com peças feitas por fibra, peças decorativas de barro, brinquedos populares de madeira, produtos de couro, arte indígena, roupas de algodão colorido, tecelagem, produtos de metal, habilidades manuais, entre outros. O local também tem um espaço gastronômico que comercializa comidas regionais.

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