quarta-feira, 22 de junho de 2016

Representante do Sinsepol denuncia condições de trabalho na Polícia Civil

O representante do Cone Sul no Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sinsepol) de Rondônia, José Dorival do Nascimento Santos, denunciou as condições de trabalho enfrentadas pela categoria e anunciou o fim do regime de sobreaviso, durante coletiva de imprensa realizada na última terça-feira (21) em Vilhena (RO), município a 700 quilômetros de Porto Velho.  "A partir de agora, iremos cumprir o que realmente determina a lei com o nosso efetivo e, isso infelizmente, vai ser pior do que uma greve", declarou.

A abolição do regime de sobreaviso implica na não escalação dos agentes durante o período de descanso. Com a nova medida, as unidades terão que trabalhar com os servidores disponíveis no plantão, que, segundo Santos, é insuficiente para atender toda a demanda da sociedade.

"A escala de sobreaviso permitida por lei é de 40 horas e nossa equipe tinha que trabalhar muito mais que isso para atender todas as ocorrências, com pelo menos dois policias. Além dessa situação, não recebíamos nenhum adicional por isso", disse Santos.

A rotina sobrecarregada também atinge a qualidade do serviço, de acordo com o representante do Sinsepol.  "Existe hoje uma alta rotatividade de pessoal na Polícia Civil, porque os agentes que ingressam não se sentem motivados a permanecer na carreira por mais de cinco, dez anos", explicou.

A categoria, além de pedir para que o Governo Estadual aumente o quadro de efetivo, também reivindica melhores condições de estrutura física. A imprensa tentou contato com a assessoria do Governo, porém, não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

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