quarta-feira, 15 de junho de 2016

Professores protestam contra corte de gratificações em Guajará-Mirim

Os servidores municipais da educação se reuniram na manhã da terça-feira (14), para protestar contra o corte de gratificações nos pagamentos, em Guajará-Mirim (RO), cidade distante a 330 quilômetros de Porto Velho. 

Após realizarem uma assembleia no Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rondônia (Sintero), cerca de 50 professores caminharam até a Câmara Municipal de Vereadores e depois seguiram até a prefeitura com faixas de protesto.

Os manifestantes alegam que não foram comunicados sobre os cortes. As três gratificações que foram cortadas dos professores são a de formação continuada, incentivo ao magistério e de docência. Com o corte, os salários serão reduzidos em aproximadamente R$ 500.  A suspensão das gratificações ocorreu para contensão de gastos na folha salarial.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed), o município atende mais de três mil alunos na rede municipal, nas zonas urbana e rural. Ao G1, a protestante Tereza Crespo, que é professora na Escola Municipal Maria Liberty de Freitas, contou que na manhã de segunda-feira (13) os pais dos alunos foram comunicados sobre o protesto.

"Os pais já estão cientes, pois já foram comunicados no início da semana. Fomos surpreendidos por um memorando da secretária sobre a suspensão temporária de três gratificações. Ela suspendeu já do pagamento de maio, alguns professores que já receberam tiveram esse desconto no salário. Estamos protestando e não podemos aceitar essa decisão. Se não for resolvido em 72h, entraremos em greve", declarou a professora.

Procurada pela imprensa, a Secretária Municipal de Educação, Rosely Furtado Roca, disse que houve o corte porque alguns pagamentos estão atrasados e a prefeitura não está conseguindo colocar a folha salarial em dia.

"Foi uma das medidas utilizadas para que a gente diminuísse a folha e fazer os pagamentos mais próximos do mês. Estive com eles na segunda-feira (14) e entramos em um acordo, mas o protesto já estava agendado", explicou Rosely.

Por volta das 10h30, representantes da classe tiveram uma reunião com a secretária para dialogar sobre as reivindicações, mas não houve acordo. A manifestação ocorreu de forma pacífica sem a presença da Polícia Militar (PM).

O Sintero anunciou um prazo de 72h para que os cortes sejam suspensos, os professores irão trabalhar normalmente, mas se os pedidos não forem atendidos, haverá uma paralisação das atividades a partir de quinta-feira (16).

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