segunda-feira, 20 de junho de 2016

Polos de atendimento de microcefalia são abertos no Sertão da Paraíba

Dois polos de atendimento a crianças com microcefalia foram abertos no Sertão da Paraíba. Com a novidade, as cidades de Sousa e Patos passaram a atender as crianças que antes precisavam se deslocar até Campina Grande. Aproximadamente 40 famílias têm crianças com suspeita de microcefalia na quarta macroregião de saúde da Paraíba.

Na cidade de Patos, o atendimento começou a ser feito no Hospital e Maternidade Doutor Peregrino Filho. Em Sousa, as crianças com suspeita de microcefalia recebem auxílio médico no Otoclínica, no Centro da cidade. De acordo com a diretora de planejamento da Secretaria de Saúde de Sousa, Vitória Abrantes, foi feita uma troca de dados com o Hospital Pedro I em Campina Grande, para acolher as crianças que já tinham iniciado o tratamento fora do Sertão.

“Cada polo recebeu apoio e recursos financeiros do Ministério da Saúde, inclusive a primeira parcela que é destinada ao pagamento dos profissionais, dos exames, além do custo com alimentação e em alguns casos com o deslocamento das famílias”, contou Vitória Abrantes. No primeiro momento, todos as crianças com suspeita estão passando por um atendimento com médicos especialistas em otorrinolaringologia e neuropediatria.

De acordo com o otorrinolaringologista Glauco Norões, o trabalho nesta etapa dos atendimentos é encontrar outros sinais que são associados à microcefalia que vai além do diâmetro da cabeça. “O nosso objetivo é definir associações da microcefalia com outras anormalidades, por exemplo, a principal, deficiência auditiva”, comentou.

Para a vendedora Josicarla Kellen, moradora de São Bento, o novo polo vai ajudar na praticidade. Ela conta que precisava viajar cerca de 250 km e superar quatro horas de viagem todas as vezes que tinha que levar o filho para receber o atendimento médico. “A gente saia de meia-noite para Campina Grande e chegava lá depois das três horas da manhã. Era muito cansativo, ter que voltar no outro dia e ter que trabalhar, lidar com a rotina, era muito complicado”, comentou.

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