quarta-feira, 15 de junho de 2016

PF indicia senador Valdir Raupp em inquérito da Lava Jato

A Polícia Federal indiciou o senador Valdir Raupp(PMDB-RO) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro dentro de inquérito da Operação Lava Jato. Também foram indiciados pelos mesmos crimes o cunhado do senador, Paulo Roberto Rocha, e uma ex-funcionária do gabinete de Raupp, Maria Cleia de Oliveira.

As suspeitas, apontam a PF, são do recebimento de propina de R$ 500 mil por meio de doação oficial para candidatura ao Senado em 2010.

O indiciamento torna o suspeito formalmente investigado e só pode ser efetivado por um ato policial. Agora, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai analisar o material e decidir se denuncia ou não Valdir Raupp ao Supremo Tribunal Federal (STF). Caso o PGR denuncie o senador, caberá ao STF decidir se o transforma ou não em réu.

O doleiro Alberto Yousseff disse que acertou com uma assessora de Raupp a doação que seria feita pela Queiroz Galvão. Fernando Baiano confirmou as declarações.

A partir das delações, foi aberto inquérito para apurar doação de R$ 500 mil pela Construtora Queiroz Galvão e pela Vital Engenharia. A doação oficial, afirma a PF, seria "vantagem indevida fruto de contratações ilicitamente negociadas na Petrobras".

A investigação apontou que Raupp intermediava o interesse de empresas privadas na Petrobras e que sua assessora Maria Cleia a ajudava. O cunhado Paulo Rocha, irmão da mulher de Raupp, Marinha Cléia Raupp, foi responsável pela assinatura de recibos eleitorais.

Segundo a delegada, há indícios da "adoção de medida de ocultação da origem dos recursos espúrios, através de doação eleitoral oficial", e frisou que é possível "concluir pela ocorrência da solicitação e remessa de dinheiro" por parte do senador.

Nota do senador Valdir Raupp

O senador Valdir Raupp esclarece que a doação de R$ 500 mil foi feita ao diretório estadual do PMDB de Rondônia e não a sua campanha, em 2010 tendo sido, oficialmente, declarada e aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme determina a legislação em vigor.

Para o senador é de se estranhar o seu indiciamento, tendo como base uma doação legal e legítima para o Diretório estadual na campanha de 2010.

Afirma o senador que as provas apresentadas são frágeis e insuficientes para o seu indiciamento e que provará junto ao Ministério Público que não cometeu nenhum ato ilícito.

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