sexta-feira, 17 de junho de 2016

Para combater doença, produtores de soja iniciam vazio sanitário em RO

O período de vazio sanitário da soja começou nesta semana em Rondônia. Os produtores ficarão durante 90 dias sem cultivar o grão e deverão eliminar ainda todas as plantas voluntárias das propriedades, conhecidas como guaxas ou tigueras. O calendário iniciado na última quarta-feira (15) segue até o dia 15 de setembro. O objetivo da iniciativa é prevenir e combater a ferrugem asiática, uma doença que se instala nas folhas da planta e pode comprometer a produção.

Segundo o engenheiro agrônomo Sirley Ávila Queiroz, da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), a medida é uma ação preventiva para tentar diminuir os riscos do ataque precoce da ferrug

A doença é causada por um fungo que se instala nas folhas da planta, comprometendo o processo de fotossíntese. Nas diversas regiões onde a ferrugem foi relatada, os danos variam de 10% a 90% da produção.

O fazendeiro Milton Gessi de Vilhena (RO), região do Cone Sul, se prepara para o período. Depois de ter sua propriedade de 140 hectares afetada pela doença há três anos, pode notar a importância de não plantar soja nesses meses. "Se nós não cuidarmos, a natureza vai exigir de nós e o gasto é muito alto", declarou.

O produtor rural tem a autonomia para cultivar outras culturas durante o vazio sanitário. Entretanto, conforme Queiroz, se o fiscal encontrar alguma soja, a multa pode chegar a R$20mil, dependendo da dimensão da área irregular. O vazio sanitário é um período, no qual o produtor rural não pode ter em sua lavoura plantação de soja.

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