sexta-feira, 17 de junho de 2016

Moradores reclamam de esgoto a céu aberto em bairro de Guajará-Mirim, RO

Moradores do Bairro Cristo Rey, reclamam do esgoto à céu aberto na Avenida Madeira Mamoré, em Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho. Segundo eles, a rota está intransitável e constantemente alaga devido o transbordamento da estação de tratamento da Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia (Caerd), situada no próprio bairro, há pelo menos três anos.

Ainda segundo os moradores, o problema no local existe desde 2012 e incomoda bastante a comunidade. O mau cheiro do esgoto é uma das principais reclamações, além de não poderem transitar pela rua, que está parcialmente submersa.

Em entrevista à imprensa, o funcionário público Aloir de Lima, que mora no bairro há 20 anos, contou que a Caerd chegou a fazer várias tentativas de sanar o problema, que sempre volta a acontecer.

"Nós estamos sofrendo com essa situação e queremos que alguém nos ajude, nos dê uma solução eficaz. Ninguém consegue andar por aqui, fora o odor que é insuportável, principalmente a noite. Até para fazer nossas refeições em casa fica complicado, por causa do cheiro. Nem a PM consegue transitar por aqui. A Caerd diz que vai arrumar, mas nunca dá um jeito", desabafa Aloir, que tem sua residência localizada a cerca de 20 metros do esgoto.

A dona de casa Marinete Batista de Lima, que também mora no bairro, alega que no período de chuvas o problema se agrava. "Quando chove, aí que a gente fica prejudicado mesmo. Estamos abandonados e o cheiro é muito ruim, pedimos pelo amor de Deus que alguém olhe para a comunidade e acabe com esse esgoto”, disse a mulher.

Procurada pela imprensa, a gerente da Caerd no município, Creuzelina Ribeiro, alegou que a alagação na rua ocorre porque a estação de tratamento de esgoto não está funcionando, devido o quadro de energia ter sido danificado por vândalos.

"Tentamos solucionar, mas no momento a estação está desativada, porque a bomba também foi danificada. Estamos providenciando outro de Porto Velho. Acreditamos que até o final da semana, deixaremos a rua em condições de trânsito e vamos resolver o problema. O que acontece é que a rua está mais baixa que a estação de tratamento, então quando transborda lá, consequentemente tudo acaba indo para o local mais baixo, alagando a rua", justifica a servidora.

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