sábado, 18 de junho de 2016

Infestação de pombos em hospital de Guajará causa risco de contaminação

Uma infestação de pombos está causando transtornos aos funcionários e pacientes do Hospital Regional Perpétuo Socorro de Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho. As aves começaram a se reproduzir depois que invadiram uma parte das instalações da cozinha, que atualmente está sendo reformada por um trabalho voluntário. O setor está desativado desde 2013, quando foi interditado pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), por falta de higiene e condições precárias.

Em entrevista à imprensa, a nutricionista da unidade, Gigliane Oliveira, explicou que as fezes das aves colocam em risco a saúde dos servidores e também dos pacientes. Além da cozinha, outros setores foram afetados, como as salas da administração e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsau) e alguns laboratórios.

"Como o prédio ficou abandonado durante três anos, os pombos acharam brechas e tiveram acesso ao forro daquela parte. Estamos enfrentando um grave problema com essa superpopulação de pombos, pois eles estão procriando rapidamente e é comum acharmos ovos no local. Onde funcionava a cozinha está contaminado e todos nós estamos em risco, além do mau cheiro insuportável. As aves se alastraram aos demais compartimentos, deixando várias salas comprometidas", declarou a nutricionista

A servidora também comentou sobre a dificuldade para resolver a situação, sem causar uma matança das aves. “É difícil intervir nisso, porque não se pode matar um pombo e nem jogar veneno. Estamos encontrando muitas dificuldades para sanar esse problema. Tiramos o forro e fizemos uma limpeza, mas para podermos forrar novamente é necessário a retirada dessas aves, caso contrário não irá adiantar. Precisamos que o órgão competente, que esteja habilitado nos apoie para resolver esse incômodo”, disse.

Segundo o diretor geral do Hospital Regional, Igor Medeiros, não há no município uma empresa capacitada para dedetizar o prédio. Já foram realizadas algumas tentativas de espantar os pombos, mas sem sucesso.

"Esse problema existe desde quando assumi a função e não será fácil resolver. Uma das medidas que estamos analisando seria tampar todos os buracos por onde eles tenham acesso ao forro do prédio. Realmente na cozinha há uma maior proliferação de ratos e pombos. Iremos trabalhar para desinfetar e tentar deixar tudo pronto até que a reforma da cozinha seja concluída", justificou o diretor.

A cozinha começou a ser reformada há cerca de duas semanas por uma ação voluntária de uma associação beneficente e da comunidade. A previsão é que as obras sejam concluídas no período de um mês. Um prédio alugado no Bairro Centro está sendo usado como cozinha provisória, para preparar a alimentação dos pacientes.

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