segunda-feira, 20 de junho de 2016

Forças Armadas ocupam Amazônia durante a Operação Ágata 11 em fiscalização

Desmatamento, comercialização ilegal de madeira, ilícitos transnacionais e garimpos legais, são os principais problemas da região amazônica, afirmou o general da 1ª Brigada de Infantaria de Selva Algacir Antonio Polsin.

E são essas as situações combatidas pelas Forças Armadas durante a Operação Ágata 11, que encerra na próxima quarta-feira.

A ação militar visa a proteção das fronteiras amazônicas do narcotráfico, tráfico de pessoas, além de contribuir com o desenvolvimento social das populações dessas áreas remotas da região amazônica.

Ao todo são 8,1 mil militares das Forças Armadas, entre oficiais Generais, oficiais e soldados, empregados diretamente nas operações de campo ou em apoio aos que trabalham nas 35 agências governamentais e órgãos públicos, desenvolvendo ações de fiscalização, apreensões por vias terrestres e fluviais.

Além das ações de fiscalização, são realizadas Ações Cívico Sociais (Acisos), com atendimentos médicos, odontológicos, e outras ações que têm o intuito de promover a prevenção de saúde, como a distribuições de medicamentos e palestras de saúde bucal. Atividades sociais e culturais, como teatro, cinema, dança, também fazem parte desse conjunto de ações.

“Há uma equipe especializada em construir pontes, reformar escolas, postos de saúde”, afirmou o tenente-coronel do 6a Batalhão de Engenharia de construção (BEC), Robert Maciel de Souza.
O tuchaua Laildo Pereira Melquior, da comunidade Ticoça, localizada na terra indígena Raposa Serra do Sol, Estado de Roraima, comentou sobre a presenças dos militares na comunidade da qual ele é líder. “Para nós é um acontecimento único. Estamos de braços abertos para todas as edições da Operação Ágata. São dias importantes para o nosso povo”, disse.

Além dessas atividades, “o combate ao mosquito aedes aegypti, causador da dengue e das febres chikungunya e zika estará na ponta de combate da operação”, disse o vice-almirante Luis Antonio.

Segundo o vice-almirante, a expectativa para esse ano é superar o número de atendimentos e ações realizadas na Operação de 2015.

Parcerias

Além das Forças Armadas brasileiras, a Operação Ágata deste ano estará integrada à Guiana Inglesa e Venezuela, através ds forças militares destes dois países vizinhos. “O ilícito, o crime e o mal não tem bandeira” afirma Comandante Militar da Amazônia, Geraldo Antônio Miotto, reconhecendo a importância da parceria e o fortalecimento das ações de fiscalização nas áreas de fronteira.

“Um dos grandes ganhos da operação Ágata é a criação desse ambiente de cooperação e esse ambiente nasce do conhecimento, entre as pessoas e entre as instituições. Quanto maior o conhecimento, maior a cooperação e quanto maior a cooperação, maior a capacidade de enfrentar os ilícitos pela frente”, finaliza Miotto.

Abrangência

Estão inseridos na área de abrangência da Operação Ágata 11, os municípios de Manacapuru, Itacoatiara, Iranduba, Novo Airão, Tefé e São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, Coari, localizados no Estado do Amazonas, além dos Estados de Roraima e Rondônia, todos sob a área do CMA.

Marinha em três rios

Em 2015, foram mais de 126.445 pessoas atendidas. “Com palestras, atendimentos médicos e odontológicos, distribuição de medicamentos, manutenção de prédios, emissão de documentos, além de eventos sociais e culturais”, afirmou Vice-Almirante do 9º Distrito Naval, Luis Antonio Rodrigues Hecht. Esse ano, a Marinha emprega três navios de assistência hospitalar para atuar nos rios Solimões, Negro e Amazonas, “Mais precisamente nos municípios de Novo Airão, Itacoatiara e Coari”, ressaltou.

Além da identificação de possíveis locais de apreensão de ilícitos, contrabando e principalmente armas e munições, a operação Ágata 11 visa a manutenção da segurança nas olimpíadas em diversos locais do Brasil, inclusive em Manaus, afirmou o general de Exército Geraldo Miotto. “A expectativa é que o Amazonas dê um exemplo de organização. A operação vai ser um sucesso”, ressaltou o general comandante do CMA.

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