segunda-feira, 20 de junho de 2016

Em trajeto de 39 km, Tocha Olímpica passa pelos principais pontos de Manaus

A 46 dias da abertura da Olimpíada Rio 2016, o principal símbolo dos jogos chegou a Manaus nesse último domingo (19), por volta de 8h45, depois de passar pelo estado de Roraima. Crianças carregando balões brancos fizeram um corredor em frente ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes para receber a tocha.

A secretária Bianca Carvalho estava desde às 6h30hs no local, junto com a família, para acompanhar os primeiros momentos do símbolo em solo manauara. “É um momento histórico que nosso país e nossa cidade estão vivendo. Então, eu quis prestigiar esse momento único”, disse.

Morando há seis meses na capital amazonense, a venezuelana Lévy Rojas ficou emocionada por ver de perto a tocha. “Um momento de alegria, de felicidade, é uma coisa muito grande pra gente. Ainda mais que sou estrangeira. Estamos aqui para acompanhar esse evento tão grande em nossa vida porque é uma coisa que não temos na Venezuela, por enquanto”, afirmou.

O prefeito de Manaus, Arthur Vírgílio Neto, acompanhou a chegada da chama olímpica e falou sobre a expectativa da realização dos jogos do torneio olímpico de futebol na cidade. “Manaus vai ser a melhor sede da Olimpíada como foi na Copa do Mundo. Vamos mostrar de novo a civilidade, a organização e a decência do nosso povo”, disse o prefeito.

A tocha olímpica foi acesa na Avenida Santos Dumont, em frente ao aeroporto. O primeiro condutor do símbolo dos jogos no revezamento em solo manauara foi o sargento da Companhia de Operações Especiais da Polícia Militar Laércio Estumano, que representou a Força Nacional de Segurança. Ele percorreu os primeiros 200 metros de bicicleta, como forma de incentivo ao transporte alternativo.

Em uma rota de aproximadamente 39 quilômetros, com cerca de 170 condutores, a tocha passou pelas principais zonas da cidade, para que a população pudesse conhecê-la, e por pontos turísticos e históricos, entre eles o Teatro Amazonas e a Arena da Amazônia, que será palco de seis partidas do torneio olímpico em agosto. No estádio, ela foi recebida por paraquedistas, uma orquestra e um grupo de escoteiros. Uma multidão também acompanhou a passagem pelo local da arquibancada, além do governador do Amazonas, José Melo.

“Aqui isso tem uma representatividade muito forte porque uma olimpíada é exemplo de superação. O atleta se supera para poder vencer. Acho que esse é um bom exemplo que o Brasil precisa. E a tocha olímpica é o reacender das energias para que a gente possa superar. A olimpíada vem para o Brasil numa boa hora e o Amazonas, se Deus quiser, dará mais uma vez o bom exemplo que deu recentemente, de ter sido umas das melhores sedes da Copa e agora, com certeza, dos Jogos Olímpicos”, disse o governador.

O anfiteatro da praia da Ponta Negra foi o último destino do símbolo na noite desse domingo. Uma grande festa chamada de “Celebração da Cidade” foi feita no local, com shows de vários artistas. O lutador amazonense de MMA e jiu-jítsu, Ronaldo Souza, mais conhecido como Jacaré, foi o penúltimo a levar a tocha. “É uma emoção. Eu tô até nervoso. Quando vou lutar, fico menos nervoso”, contou Jacaré.

O lutador passou o símbolo para a última condutora, a mesatenista Lígia da Silva, também natural do Amazonas, por volta de 20h45. Emocionada, ela acendeu a pira olímpica no palco da festa. “Eu só quero agradecer muito, de coração. Foi aqui que eu comecei minha trajetória, foi aqui que eu fui para três olimpíadas. E falar que eu jamais vou esquecer o Amazonas, jamais”, declarou a atleta.

A tocha olímpica continua no Amazonas nesta segunda-feira (20). O primeiro destino do símbolo será o Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs). Em seguida, ela partirá, em um revezamento fluvial, para os municípios de Iranduba e Presidente Figueiredo, com parada no Encontro das Águas dos Rios Negro e Solimões. Comunidades ribeirinhas e indígenas também vão ter a oportunidade de ver a tocha.

“É o trajeto mais longo do Brasil. São dois dias. É um planejamento de três anos, envolve todo o município e vários organismos federais. Nós temos sim a expectativa de mostrar a Amazônia para o mundo e, ao mesmo tempo, de engajar o povo da Amazônia nos jogos que não são simplesmente Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, são jogos do Brasil”, ressaltou Marco Aurélio Vieira, diretor de Operações do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

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