terça-feira, 14 de junho de 2016

Desempregado que achou R$ 11 mil e devolveu é contratado como operador

O desempregado de 46 anos que achou R$ 11 mil dentro de um envelope e devolveu ao dono, em Ji-Paraná (RO), foi contratado por uma empresa da cidade para ser operador de máquinas pesadas. A contratação aconteceu após a repercussão da notícia da devolução do dinheiro, no mês de maio. O trabalho iniciou neste mês de junho. Em entrevista, o homem diz que está feliz por estar atuando no que mais gosta: terraplanagem.

Preferindo não ser fotografado novamente, Francisco contou à imprensa que como a terraplanagem só pode ser feita durante um período do ano, por causa da chuva, ele sempre tenta se programar para os meses em que fica desempregado.

"Eu trabalho durante a época de seca, pois nas chuvas meu trabalho fica impossibilitado. Eu sempre me planejo para me manter na época das águas, mas durante essa época foi bem difícil. Fiz algumas diárias, mas o dinheiro sempre era curto", afirma Francisco, que voltou a trabalhar como operador de máquinas pesadas neste mês de junho.

Humilde, Francisco diz não entender o motivo de tanta repercussão pelo ato que protagonizou. "Para mim o que eu fiz foi normal. Faria de novo a qualquer momento", declara.

Caso

Toda história começou no dia 13 de maio, quando ele ficou sabendo através da TV local que um comerciante havia perdido mais de R$ 10 mil em uma avenida. Ao saber da informação, Francisco foi ao endereço para tentar encontrar o envelope.

Após achar o dinheiro e os documentos pessoais do empresário na Avenida Edson Lima, em Ji-Paraná, Francisco conta que passou a procurar um endereço para devolver os R$ 11 mil.

Denis Ricardo, empresário que recuperou o dinheiro, se comoveu com a situação do operador de máquinas pesadas e, além de dar uma quantia do valor devolvido, ofereceu um emprego a ele.

"Quando encontrei com o Francisco, ele me disse que trocaria todo o dinheiro que encontrou por um emprego. Uma atitude dessas comove qualquer um e então eu decidi dar uma fatia do valor e oferecer uma vaga para ele trabalhar comigo", comenta o empresário que possuí uma loja de tintas.

Francisco, porém, não ocupou a vaga na empresa de Denis, pois recebeu uma proposta de emprego para trabalhar em sua função: operador de máquinas pesadas.

A atitude nobre e a humildade do homem de 43 anos sensibilizaram o empresário, que agora considera Francisco como um novo amigo. "A gente mora perto e sempre que possível eu vou até a residência dele para ver como ele e a família estão. Além de recuperar meu dinheiro, ganhei um amigo honesto", afirma.

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