quinta-feira, 16 de junho de 2016

Atos públicos interditam trânsito em João Pessoa e Campina Grande

Um ato público realizado por trabalhadores da agricultura na Paraíba interdita, na manhã desta quinta-feira (16), as ruas Barão do Abiaí, no Centro de João Pessoa e Coronel João Lourenço Porto, no Centro de Campina Grande. Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag-PB), as ações acontecem em frente às gerências executivas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nos municípios.

De acordo com a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana da capital paraibana (Semob), o ato começou por volta das 10h32 e encerrou por volta de meio dia. Agentes de trânsito monitoraram as vias e orientaram os motoristas sobre os desvios no local, que foi feito pela rua Treze de Maio. 

Em Campina Grande, agricultores de 39 cidades caminharam nas principais ruas da cidade e pararam em frente a sede da Previdência Social, no Centro, na rua Coronel João Lourenço Porto, que ficou interditada. A Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STTP) de Campina Grande não tinha informações sobre a interdição até as 12h15.

Segundo a Fetag-PB, a manifestação segue uma pauta nacional em defesa dos direitos dos trabalhadores, contra a extinção do Ministério da Previdência Social e contra a reforma da previdência. “Não podemos admitir que após tantas lutas e conquistas, a principal delas, que garantiu a ampliação da proteção previdenciária concedida aos trabalhadores e trabalhadoras rurais, o Governo Federal, juntamente com o Congresso Nacional queiram aprovar uma reforma que vai atingir em cheio os direitos da categoria, como por exemplo, a proposta de se estabelecer uma idade mínima única de 65 anos para a aposentadoria”, explica o presidente da federação, Liberalino Lucena.

Os trabalhadores também se manifestam contra a exigência de contribuição previdenciária, a desvinculação do aumento das aposentadorias e pensões ao valor do salário mínimo, ao cancelamento da construção de casas do programa Minha Casa, Minha Vida Rural, o fim dos subsídios governamentais para as camadas sociais mais pobres, o fim da contratação de entidades organizadoras ligadas a movimentos sociais, a desvinculação dos recursos para saúde e educação e a criminalização dos movimentos sociais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário