sábado, 11 de junho de 2016

Aeronave do GOA transporta bebê de Vilhena com cardiopatia para atendimento em Porto Velho

A pequena Giovana, de apenas 10 dias de vida, portadora de uma cardiopatia, aguarda alta médica para retornar a Vilhena nos próximos dias. A mãe, Thaise Nara Detoni, está aliviada. Elas foram transportadas por uma aeronave do Grupo de Operações Aéreas (GOA), do Corpo de Bombeiros Militar, na terça-feira (07), para Porto Velho, em mais uma missão de transporte aeromédico da equipe.

Thaise, de 22 anos, não esconde a alegria diante da possibilidade de voltar para casa, após saber que a primeira filha nascera com a cardiopatia que é conhecida como “sopro no coração”. Giovana ainda será submetida a uma cirurgia, mas a jovem mãe está confiante. “Não é nada grave, vai dar tudo certo”, avalia.

O tenente João Luís Cordeiro, do Corpo de Bombeiros, e membro do GOA, disse na sexta-feira (10), enquanto se preparava para outra missão no ar, que ocorrências como a de Giovana fazem parte da rotina. O grupamento foi criado há apenas quatro anos para os serviços de busca, resgate e salvamento e já é referência nacional neste tipo de atividade, contando, agora com uma incubadora neonatal, proporcionando o transporte seguro de recém-nascidos.

Cordeiro recordou que o voo para Porto Velho foi tranquilo. A bordo estavam, além dele e outro piloto, uma médica e uma enfermeira dando assistência. Em terra, uma unidade de resgate do Corpo de Bombeiros já aguardava no aeroporto com o kit neonatal. O aparato utilizado para levar a peque paciente até o Hospital Cosme e Damião.

O GOA representa muito para o governo de Rondônia. A economia com a contratação de aeronaves e pessoal para realizar o transporte é significativo. As outras vantagens estão na aquisição de combustível, que compete à Sesau como parte de convênio, e manutenção, providenciada pelos mecânicos bombeiros militares.

No restante do país, o transporte aéreo realizado pelo Corpo de Bombeiros prioriza os helicópteros. Em Rondônia, o GOA iniciou as atividades com pequenos aviões e potencializou os resultados.

Esperança

As missões realizadas pela equipe do GOA transformam em esperança de vida o que antes parecia inviável. A partir de convênio firmado com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), as aeronaves cruzam o espaço para recolher órgãos como córneas e rins, que serão transplantados em pacientes na capital.

O transporte, que por via terrestre demandaria 18 horas, é feito em tempo reduzido e hábil para garantir a qualidade do órgão a ser transplantado.

O tenente Cordeiro está no Corpo de Bombeiros de Rondônia há quatro anos, mas carrega a experiência de outros seis anos exercidos na instituição similar do Mato Grosso. Transportar doentes, além das outras operações realizadas no GOA, como costuma fazer, são, conforme diz, tarefas gratificantes. “A possibilidade de contribuir para que as pessoas tenham vida deixam uma sensação diferente, principalmente quando o paciente é uma criança”, diz.

O GOA cresce para atender mais. Até o início do segundo semestre deve entrar em operação um helicóptero, obtido com recursos destinados pelo Ministério Público do Trabalho. Os últimos entraves burocráticos estão sendo vencidos para que esta nova conquista passe a cruzar os céus em ações heróicas.


Por enquanto, as missões são executadas em dois aviões. E os números explicam a relevância do grupamento: já são cerca de 1.700 horas de voo, 500 missões e mais ou menos 1.500 pessoas atendidas. Boa parte dos serviços aconteceram durante a enchente histórica do rio Madeira, em 2014.

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