quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Semtran intermedeia relações entre trabalhadores e empresas de ônibus

O secretário municipal de Transportes e Trânsito (Semtran), Carlos Guttemberg, considera devidamente cumprida a parte da Prefeitura no acordo de contratação de todos os trabalhadores aptos remanescentes das antigas empresas que operavam o sistema de transporte coletivo.
A afirmação tem relação com os acontecimentos do último domingo (10), quando uma manifestação impediu a circulação dos veículos do Sistema Integrado Municipal (SIM), consórcio que passou a operar o transporte coletivo na cidade.
Guttemberg explicou que todos os motoristas a serem contratados pelo SIM deveriam se submeter a exames de ressonância magnética da coluna, sendo que alguns apresentaram complicações e não puderam ser admitidos.
O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Rondônia (Sitetuperon), alegando que o problema detectado não deveria impedir a contratação, porque as pessoas reprovadas não expressam a sensação de dores na coluna e demonstram condições normais para o serviço, incitou a manifestação.
O médico que reprovou os trabalhadores alegou que futuramente, entre cinco a dez anos, eles passarão a manifestar seriamente os problemas, caso continuem a trabalhar como motoristas.
Durante uma reunião em que se fizeram presentes o sindicato, as empresas, a Prefeitura e o Ministério Público do Trabalho, ocorrida na última sexta-feira (08), um médico perito em saúde no trabalho já havia sido ouvido para dirimir dúvidas sobre os laudos apresentados pelas novas empresas do transporte coletivo. “Alguns laudos demostraram pequenas lesões, mas elas deverão se agravar com o passar do tempo, caso essas pessoas continuem na função”.
Atualmente, a pessoa pode estar dirigindo, praticando esportes, jogando bola e não sentir nada, mas é na continuidade dos trabalhos como motorista que ela passará a apresentar sérios agravamentos.
Dessa forma, as empresas se negaram à contratação e o Ministério Público do Trabalho apoiou a decisão. Foi dito que a saúde do trabalhador deve ser colocada à frente de qualquer questão. O Ministério Público do Trabalho não pode consentir numa contratação que prejudique a saúde de profissionais” explicou o secretário. 
A Prefeitura, o Ministério público do Trabalho e o Sindicato dos trabalhadores procuram alternativas para que esses trabalhadores não fiquem desamparados. Uma comissão está sendo formada pelas entidades com a intenção de encontrarem alternativas, devendo rever todos os laudos e avaliar caso a caso.
Foram reprovados oitenta e quatro profissionais dentre uma lista de seiscentos e cinquenta nomes apresentados pelo Sitetuperon. “Dentre o quantitativo de apresentados na lista, uma parte disse não ter interesse na contratação pelas novas empresas, outra parte disse não ter interesse em sair das empresas em que já vinham atuando e outra parte não foi contratada por não ter passado no exame médico.
A comissão que avaliará os casos dos não contratados por causa dos exames, vai montar um comitê formado por um médico apresentado pela Prefeitura, outro pelo SIM e outro pelo sindicato. Eles reavaliarão cada situação”, informou Guttemberg.
Durante os acontecimentos da madrugada do último domingo, fiscais e outros servidores municipais vistoriavam a saída dos ônibus quando decidiram acionar a Polícia Militar. “Tendo em vista já pairar a possibilidade de manifestações contrárias ao movimento dos veículos, nós já estávamos mantendo o pedido à PM de que as ações fossem acompanhadas”.

Quando a operação não iniciou no horário, por causa das manifestações, que inclusive contaram com os ônibus da empresa Três Marias para transportar os manifestantes, a PM foi acionada para tomar providências, porque estava acontecendo a interdição de vias públicas e isso é proibido por lei”, esclareceu Guttemberg, afirmando também que a função da PM é liberar as vias públicas e os acontecimentos que se processaram, apesar de lamentados por ele, não poderiam deixar de ocorrer, uma vez que os manifestantes se negaram a liberar a frente da garagem do SIM. “Não estávamos lá para participar das negociações entre a empresa e o sindicato, mas acabamos participando. “Estávamos lá para garantir a saída dos ônibus e acabamos acionando a PM para garantir os veículos na rua, contudo, supervisionamos as negociações entre as partes e estamos sempre dispostos a melhorar as relações, naquilo que depender dos nossos esforços”, finalizou o secretário. 

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