sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Rondônia tem a terceira maior receita nominal de serviços do País

O volume do setor de serviços do país registrou queda de 6,3% em novembro em relação ao mesmo mês de 2014. O resultado foi o pior da série iniciada em 2012. Em outubro, a queda fora de 5,8%. No ano, o indicador acumula queda de 3,4% e, em 12 meses, de 3,1%. Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE. O cálculo do volume é obtido descontando a inflação da receita nominal.
Com o tombo de novembro, o setor mantém a sequência de resultados negativos em 2015. Março, quando houve alta de 2,3%, foi a única exceção no ano passado. Todos os segmentos pesquisados pelo IBGE registraram queda no penúltimo mês de 2015: serviços às famílias (-6,6%); de informação e comunicação (-4,4%); profissionais, administrativos e complementares (-6,6%); transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-8,2%); e outros serviços (-7,4%).
O setor de telecomunicações vinha resistindo e apresentando um crescimento real até setembro, mas a partir dos últimos meses vem observando resultados negativos. Isso se dá por duas vertentes: na área corporativa, devido ao desaquecimento da economia, no qual as empresas estão consumindo menos; e para as famílias, que, além do encolhimento do poder aquisitivo, que reflete na redução de gastos, o modo de consumo também mudou, devido às mensagens com custo zero, faz-se menos ligações e com a tv digital e a possibilidade de assistir filmes na internet, houve redução na contratação de tv por assinatura -, explica Roberto Saldanha, técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

Por modalidade, os piores resultados de volume foram: transporte terrestre (-13,8%), serviços de alojamento e alimentação (-7,2%) e serviços técnicos profissionais (-7,1%). E os únicos positivos foram: transportes aquaviário (15,6%) e transporte aéreo (11,3%).
- Transporte terrestre já está em queda há bastante tempo, provocada principalmente pelo transporte de cargas, pois à medida que tem retração na indústria, tem menos matéria-prima sendo transportada-, avalia o técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.
Já a receita nominal caiu 0,8% em novembro frente ao mesmo mês de 2014. Em outubro, a contração foi de 0,4% nessa mesma comparação. No ano, a alta acumulada é de 1,4%. Em 12 meses até novembro, o resultado é positivo em 1,6%.

Resultado regional
Considerando os resultados regionais em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2014, cinco estados apresentaram variações positivas de volume: Roraima (10,9%), Mato Grosso (5,9%), Rondônia (4,1%), Tocantins (2,4%) e Pará (0,5%). As maiores queda de volume foram observadas na Bahia (-17,9%), Amazonas (-15,0%) e Amapá (-14,7%).
Já as atividades turísticas, em termos regionais, cresceram no Distrito Federal (5,0%), seguido de Goiás (3,2%) e Pernambuco (2,8%). Minas Gerais ficou estável e as variações negativas de volume foram registradas em Espírito Santo (-10,0%), Santa Catarina (-8,1%), Paraná (-6,2%), Bahia (-5,7%), Rio Grande do Sul (-4,4%), Ceará (-3,6%), Rio de Janeiro (-2,5%) e São Paulo (-2,4%).
A receita nominal dos serviços ficou positiva Mato Grosso (13,7%), Roraima (10,7%), Rondônia (8,1%), Tocantins (5,3%), Ceará (4,2%), Mato Grosso do Sul (4,0%), Pará (3,9%), Pernambuco (2,3%), Rio de Janeiro (1,9%) e Paraná (0,9%). As quedas mais expressivas foram em Amapá (-15,1%), Amazonas (-13,8%) e Bahia (-12,2%).
A receita de atividades turísticas cresceu em Bahia (4,5%), Rio de Janeiro (1,7%) e Goiás (0,3%). Os piores resultados foram em Espírito Santo (-5,8%), Santa Catarina (-5,8%), Paraná (-4,9%).

Primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no país, a PMS inclui as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores de saúde, educação, administração pública e aluguel imputado — o valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram.

O setor de serviços é um dos mais importantes na composição do Produto Interno Bruto (PIB), respondendo por cerca de 60% do chamado lado da oferta — formado também por indústria e agropecuária.

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