segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Obras do novo Hospital Regional têm esgoto a céu aberto em Ariquemes

Com o abandono da construção do novo hospital público de Ariquemes (RO), no Vale do Jamari, um esgoto a céu aberto se formou no canteiro de obras da unidade. Com o acúmulo de água suja, o local tem servido como criadouro para o mosquito Aedes aegypti. Moradores da região também reclamam do mau cheiro no bairro. As obras estão paralisadas há quatro meses.

Conforme relatos dos moradores, o esgoto sai das alas em funcionamento do Hospital Regional de Ariquemes. A encanação subterrânea, que leva os dejetos até uma fossa no terreno ao lado, onde se encontra as obras da nova unidade hospitalar, foi danificada com os serviços.

Com isso, o esgoto está indo parar no meio de matagal e entulhos. O mau cheiro também tomou conta do local. Na água que se encontra parada é possível visualizar centenas de larvas do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, febre chikungunya e zika vírus, como também diversos outros vermes danificadores da saúde.

A situação caótica tem gerado indignação em diversos moradores que convivem diariamente com a situação. "Este problema vem se arrastando há uns três meses. O local entupiu, eles desentupiram, porém deixaram a céu aberto", reclama um morador que preferiu não se identificar.

De acordo com a direção do hospital, o problema existe porque funcionários que trabalhavam nas obras quebraram uma parte do sistema de captação do esgoto. Ainda conforme a direção hospitalar, a secretaria responsável pelas obras já foi notificada sobre a existência do problema.
"Estamos aguardando a posição do estado ou da empresa responsável que tome providências. Por enquanto já solicitamos o apoio da Secretaria do Meio Ambiente e da Secretaria de Obras para se deslocarem até o local, detectar o problema e resolver a situação", explica o diretor do hospital, Amerson Biazetti.

Obras paradas

A construção do novo hospital, orçada em R$ 35 milhões, foi paralisada há cerca de quatro meses. A maior parte do investimento é recurso do governo federal, com contrapartida do estado. Segundo o Departamento Estradas de Rodagem de Rondônia (DER-RO), responsável pela obra, apenas 10% dos trabalhos foram concluídos. Em setembro de 2015, os 60 funcionários que trabalhavam no canteiro foram demitidos.

Na época, o DER informou através de nota que o serviço foi interrompido pela falta de documentos para concretizar o convênio com a Caixa Econômica Federal (CEF). Com isso, as obras continuam abandonadas e sem previsão de retorno dos trabalhos.

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