quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

EDITORIAL: O EXEMPLO DA EDUCAÇÃO

Este mês foi marcado pela divulgação dos resultados das provas do Enen. Provas estas que dar acesso ao ensino superior, fazendo a alegria de milhares de estudantes e suas respectivas famílias. É sempre uma alegria galgar um patamar maior na educação, especialmente nos tempos de hoje, quando qualquer emprego exige que a pessoa tenha uma certa qualificação. Mas, o interessante é notar que fazer um curso superior hoje em dia não é mais tão difícil quanto era há umas duas ou três décadas atrás. As oportunidades eram poucas e apenas os mais qualificados pelas escolas particulares ficavam com as vagas das universidades públicas.
De uns tempos para cá, especialmente nas Universidade Estaduais e Federais de todo o país, alunos de escolas públicas tem conquistado metade ou mais das vagas, principalmente no interior, onde estão instalados muitos pontos de educação. Isso significa que o ensino público está melhorando, apesar de todas as dificuldades existentes em relação ao salário dos professores, a falta de estrutura das escolas, ao pouco cuidado que as famílias têm com seus filhos no sentido de orientar e cobrar mais empenho com a educação. É claro que mais medidas precisam ser tomadas no sentido de que o ensino oferecido pelas prefeituras e pelo Estado possa ter mais qualidade, mas não se pode negar que aconteceram avanços nos últimos anos.
A introdução de ferramentas como a internet, a merenda escolar, a distribuição de livros didáticos, tiveram uma contribuição fantástica para essa melhoria. E o resultado disso pode ser visto a cada divulgação de resultados destes vestibulares camuflados. Além disso, contribui muito para que a educação superior em todo o país, tenha tido um grande avanço a proliferação de faculdades particulares. Quem pode pagar deixa de ser concorrente na universidade pública, abrindo mais chances para os alunos oriundos de escolas públicas.
Isso tem um lado positivo, pois possibilita a cada vez mais gente ter acesso à formação. O Brasil, assim, passou a ser um pólo nacional de ensino superior. São tantas faculdades ofertando cursos nas mais diversas áreas que hoje em dia é possível dizer que só não se forma quem não quer.
Apesar de todas estas facilidades, os investimentos federais na educação brasileira em geral deixam muito a desejar. Professores ganham parcos salários, escolas tecnicamente despreparadas e o que é pior, ainda há o problema do descumprimento da lei que determina a inclusão de alunos especiais.

Na realidade, o ensino brasileiro precisa de dá uma guinada para atender as expectativas tanto da qualificação de professores, quanto a qualidade de aprendizado dos futuros universitários, principalmente nas escolas públicas de ensino fundamental e médio.

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