sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Docas corre para resolver pendências e não acredita que Porto será fechado

A diretora-presidente da Companhia Docas da Paraíba, Gilmara Timóteo, disse, na quinta-feira (21), que não acredita que o Porto de Cabedelo seja fechado por conta de possíveis irregularidades apontadas pela Receita Federal com relação ao escaneamento de cargas e a falta de controle de entrada e saída de pessoas e veículos do porto. Apesar disso, ela disse que a administração do terminal está resolvendo pendências. As informações foram divulgadas em primeira-mão no Correio Debate, da Rede Correio Sat.

Segundo Gilmara, nenhum outro porto brasileiro havia sofrido ameaças de fechamento por conta problemas parecidos com os relatados pela Receita Federal.

“É uma coisa que está fora de cogitação. O Porto presta um serviço de utilidade pública e ele não tem nenhuma irregularidade que venha a provocar o seu fechamento. O que nós temos [que fazer] são adaptações em conformidade com a legislação da Receita para melhorar o funcionamento. Eu desconheço qualquer porto que tenha sido fechado dentro do Brasil por conta dessa irregularidade”.

Ainda segundo a diretora-presidente da Companhia Docas, o porto está trabalhando para melhorar as condições de serviço, mas a principal pedida da Receita Federal, que é a compra de um escâner de cargas, não vai poder ser atendida.

“Para o Porto de Cabedelo temos itens a ser adaptados. O controle de entrada e saída de pessoas, de veículos e de mercadorias; e a área que seja coberta para fazer verificação dos caminhões o que vem com os contêineres, que a gente recebe via Suape, para ser desembarcado no Porto de Cabedelo. Agora, não vai ser possível atender a compra do escâner para o escaneamento de uma carga porque esse equipamento custa R$ 6 milhões. As cargas que recebemos no Porto de Cabedelo já são escaneadas no Porto de Suape”, contou Gilmara Timóteo.

No terminal, uma das obras que devem melhorar as condições solicitadas pela Receita é a construção de um armazém coberto que, de acordo com Gilmara, vai servir para que a Receita Federal possa realizar inspeções de veículos em um melhor local. “O que vamos pedir são prazos [para conclusão das melhorias] como já havíamos pedindo desde 2011”, finalizou.

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