quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Depois de atearem fogo em presídio, presos se recusam a reconstruí-lo

Os 700 apenados da Colônia Agrícola Penal Ênio Pinheiro (Capep) de Porto Velho se recusaram a trabalhar na obra de reconstrução da unidade, destruída na última segunda-feira (11), pelos próprios detentos. A proposta, que incluia remissão de pena, foi realizada pelo Juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Renato Bonifácio de Melo Dias, responsável pela decisão de que os apenados se retirariam da colônia caso estivessem com pulseiras de monitoramento. A visita de Bonifácio aos presos da Capep foi realizada na última sexta-feira (15). Após a recusa, apenados de outros presídios aceitaram o trabalho para reconstruir o local.

De acordo com a Secretaria de Justiça (Sejus), detentos da Penitenciária Estadual Aruana, Centro de Ressocialização Vale do Guaporé e Casa de Detenção Dr. José Mário Alves (Urso Branco) aderiram à ideia de participar da reconstrução da Colônia Penal, mediante convênio e remissão, ao contrário dos detentos da própria Capep. A equipe para trabalho já foi montada pela Gerência de Infraestrutura da Secretaria de Estado de Justiça.

O incêndio do último dia 11 destruiu duas das quatro Capeps. A obra de reforma e reconstrução ficou em torno de R$ 170 mil e foi iniciada na última terça-feira (12). O prazo para a conclusão será de 30 dias. A área mais danificada da unidade pode demorar em média 120 dias para ficar pronta, segundo a Sejus.

A Secretaria informou ainda que 160 detentos estão sendo monitorados por tornozeleira eletrônica. Eles receberam autorização para ficar em casa após o expediente. Outros 216 detentos foram autorizados a ficar em casa e também estão recebendo as tornozeleiras para monitoramento. Na unidade, permanecem ainda, 60 apenados na Capep 3, e 34 detentos na Capep 4. O restante deverá ser apresentando gradativamente.

A rebelião

Detentos do regime semiaberto da Colônia Agrícola Penal (Capep) se rebelaram na segunda-feira (11), depois de serem impedidos de sair da unidade sem tornozeleira eletrônica. A medida foi implantada após uma decisão publicada no Diário Oficial de 3 de novembro, assinada pelo juiz da VEP, Renato Bonifácio.

Segundo a decisão, os apenados só poderiam sair da unidade se estivessem usando tornozeleiras eletrônicas. Os presos atearam fogo em colchões e vários obejtos. Parte do alojamento da Capep ficou destruído. Com a destruição da estrutura, cerca de 700 presos foram liberados para passar a noite em casa.

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