sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Delegada ouve depoimento de jovem abandonada na PB após rapto em PE

A Polícia Civil ouviu na quinta-feira (14) o depoimento da  jovem de 19 anos que foi raptada na última quarta-feira (13) em Goiana, interior de Pernambuco, e abandonada em estado de choque na Rua da República, em João Pessoa. A delegada Vanderleia Gadi disse que a vítima não se lembra de muita coisa, e que ainda não está comprovado se além da agressão física houve de fato a violência sexual. A vítima realizou exames no Instituto de Polícia Científica (IPC), mas os resultados não foram divulgados.

"As pessoas podem ficar na dúvida: como ela não sabe se foi estuprada? É bom que fique claro que ela foi dopada. Ela relata que foi obrigada a adentrar o veículo do agressor, que apontou uma arma de fogo para ela, provavelmente uma pistola e em seguida ele teria derramado um líquido em um pano e encostado no nariz dela e ela quando inalou perdeu os sentidos. Ela se recorda de muito pouca coisa de como foi que veio parar aqui na capital",  disse a delegada.

Na noite da quarta-feira (13), pouco depois da jovem ser encontrada, o tenente Santana da Polícia Militar declarou que a vítima relatou ter sofrido abuso sexual em um canavial às margens da BR-230. No momento a vítima estava em estado de choque e não conseguia dar informações sobre o caso, mas em seguida ela recebeu atendimento médico e foi ouvida pela Polícia Militar.

"Depois do posto fiscal em Pernambuco, vindo pra João Pessoa, o indivíduo entrou em um canavial e a obrigou a praticar atos sexuais. Além disso, ele forçou a jovem a usar uma substância, que, segundo ela, era cocaína. Ele ameaçava ela com uma arma de fogo, dizendo que ela não ia sair viva", relatou o policial.

De acordo com Vanderleia Gadi, a jovem, que foi ouvida nesta quinta-feira, está consciente e os ferimentos que tem pelo corpo são leves, mas ainda está muito abalada com tudo o que aconteceu. Além do depoimento da vítima os pais dela também conversaram com a polícia, que diz já ter uma linha de investigação, mas que não pode adiantar detalhes para não atrapalhar os trabalhos.

De acordo com a administração do Instituto Candida Vargas (ICV), a vítima teve alta por volta das 15h (horário local) desta quinta-feira. A polícia informou que ela foi lavada para o município de Condado, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, onde mora com os pais. A investigação agora segue no interior de Pernambuco.

Entenda o caso

Uma jovem de 19 anos com sinais de violência física e sexual  foi abandonada no fim da tarde da quarta-feira (13) na Rua da República, bairro do Varadouro em João Pessoa. De acordo com informações da Polícia Militar, a mulher informou que era da cidade de Goiana, que fica no estado vizinho Pernambuco.

Segundo o relato da jovem aos policiais que atenderam a ocorrência, ela teria saído de casa por volta das 13h30 (horário local) para ir a um mercadinho comprar refrigerante e no caminho foi abordada e obrigada a entrar dentro de um veículo por um homem armado que usava luvas e uma touca preta cobrindo todo o rosto. 

Ainda conforme o relato da vítima, ela teria passado pelo menos, três horas com o homem que teria obrigado ela consumir drogas e em seguida a estuprado. Quando foi encontrada a jovem  estava em estado de choque e não conseguia dar informações sobre o caso, mas em seguida ela recebeu atendimento médico e foi ouvida pela Polícia Militar.

A vítima foi socorrida e levada por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)  para o Instituto Cândida Vargas (ICV), onde passou por exames médicos. Até o início da manhã desta quinta-feira (14), a jovem seguia internada no ICV.

Assim que ela recebeu alta, ela foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames, e em seguida foi ouvida na Delegacia da Mulher, na Central de Polícia de João Pessoa. Até o momento nenhum suspeito pelo crime foi identificado ou detido. Os pais da jovem vieram para João Pessoa, acompanhar a filha. A mãe da garota chegou a passar mal na quarta-feira e foi medicada no Instituto Cândida Vargas.

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