terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Após confirmação de Zika vírus em Vilhena agentes fazem mutirão

Depois do primeiro caso confirmado de Zika vírus em Vilhena (RO), um mutirão para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, começou a ser realizado nesta segunda-feira (18). A ação iniciou no Bairro Embratel, onde mora o menino de oito anos que foi diagnosticado com a zika vírus. Este é o primeiro caso do estado.

Segundo a Divisão de Endemias, mais de 100 pessoas, desde servidores da Secretaria Municipal de Saúde e voluntários participam da força tarefa, com objetivo de intensificar o combate ao mosquito, que transmite também a chikungunya e a dengue.

Conforme os agentes, o foco é observar as condições dos quintais das residências e eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti. O pedreiro Dorvalino Barboza diz que o mutirão contribui para a diminuição da doença. A opinião da dona de casa Edijane da Silva é a mesma. "Limpo o meu quintal, mas todos devem fazer o mesmo, se não prejudica a todos", enfatiza.

O mutirão segue durante toda a semana nos setores 6, 8, 9 e Alphaville, localizados próximos ao Bairro Embratel. "Depois disso, vamos para a outra parte da cidade. O Ministério da Saúde determina que nós devemos visitar 100% dos imóveis de Vilhena", ressalta Paulo Cremasco, técnico de Vigilância em Saúde.

Microcefalia

No fim de novembro de 2015, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o zika vírus com o surto de microcefalia no Brasil. A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. A má formação é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor a 32 cm, uma vez que o esperado é que bebês nascidos após nove meses de gestação tenham pelo menos 34 cm.

O perímetro craniano foi revisado pelo Ministério da Saúde. Antes, a microcefalia era apontada nos casos de circunferência menor do que 33 cm.

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