quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

EDITORIAL: EMPRESÁRIOS ESPERAM MUDANÇAS SIGNIFICATIVAS PARA 2016

Há muitos  pontos positivos que o projeto Perspectivas 2016 está trazendo. Um deles é o espaço aberto e livre para que o empresário brasileiro, que trabalha aqui e no exterior, possam expor suas opiniões sinceras que, se aproveitadas, podem ser boas alternativas para serem implementadas. São soluções propostas de quem está no dia a dia do mercado. Que vive, sofre e vence, apesar de quase tudo jogar contra ele.  Níveis de impostos absurdos, achaque de todos os níveis que muitas vezes o empurram para ilegalidade, fiscalizações corruptas que criam dificuldades para vender facilidades e, em muitos casos, disputas desiguais.

Sem dúvida um dos principais problemas esta relacionado à corrupção. Segundo um estudo feito pela da FIESP, até de 2,3% PIB brasileiro pode se perder em ações corruptas no país, cujo montante pode alcançar a cifra dos R$ 100 bilhões. Somando-se à corrupção observa-se também a sonegação. Segundo o Sindicato dos Procuradores da Fazenda o montante sonegado no Brasil em 2015 deve alcançar os R$ 420 bilhões, ou seja, apenas por influência desses dois eventos o país deixa de arrecadar cerca de meio trilhão de Reais.

Diante desses fatos diversas medidas de curto, médio e longo prazos podem e devem ser implementadas visando a solução de alguns problemas que o Brasil está enfrentando, das quais destacam-se umas poucas abaixo:

No curto prazo entende-se ser indicado a implementação de políticas de combate à corrupção e à sonegação, visando otimizar a arrecadação e assim promover o equilíbrio das contas internas e externas, dando fôlego ao governo para cumprir com os compromissos básicos nesse momento de crise. Outra ação à curto prazo seria a descontinuação de políticas econômicas populistas. Em momentos de crise não há espaço para isso, apesar de considerar que as políticas sociais são importantes para uma melhor distribuição de renda e para o desenvolvimento econômico das famílias.

No médio prazo parece ser indicado uma política de redução de juros e da inflação, cujo conjunto favoreceria novos investimentos internos e externos, minimizando o desemprego e criando superávit. Atingido esse objetivo entende-se que caberia ao Governo brasileiro uma aproximação a economias desenvolvidas e liberais de forma a aumentar as parcerias comerciais.

Por fim, no longo prazo poderíamos pensar em uma política que desse sustentabilidade aos objetivos alcançados, e destinar recursos maciços para o aprimoramento e desenvolvimento tecnológico, para que nosso comércio passe a se basear em produtos e serviços com alto valor agregado, sem esquecer, é claro, do mercado de commodities que há anos sustenta a nossa economia.

Não há chance para o segmento de óleo e gás se recuperar em 2016 e, portanto, acredita-se que a Petrobrás não deverá retomar os grandes investimentos antes que a companhia consiga diminuir seu nível de endividamento e recuperar o grau de investimento de outrora.

Para complementar o quadro da realidade que vivemos neste ano, que já vai tarde, as decorrências da  Operação Lava jato, a crise política instaurada e a falta de perspectivas, acabaram gerando uma diminuição importante de arrecadação por parte do governo  e dos investimentos  no país, tanto de origem pública quanto privada. Tudo isto,  seguramente será sentido ao longo dos próximos anos, com dificuldades para todos os setores, da fuga  de capitais à falta de empregos, culminando em um ambiente de difícil convivência, entre os vários participantes de nossa sociedade.

Mais especificamente, com relação aos setores de Petróleo e Gás, dos quais diretamente está o foco da divisão da Marubeni Itochu Tubulars, os mesmos foram diretamente afetados pela instabilidade do mercado internacional, com a diminuição dos preços do petróleo, que  muito afetaram a capacidade financeira de muitos participantes deste mercado, assim como os seus investimentos, o que diretamente afetou a cadeia de fornecedores do setor, assim como a indústria em geral. A situação que viveu a Petrobrás no ano, a redução de sua capacidade financeira e a revisão de seu Plano de Investimentos, foram decisivos para a instalação de uma crise sem precedentes no setor.

As perspectivas para 2016 não são positivas, mas como otimistas que somos, esperamos que este passo atrás que demos em 2015, todo este caos nas relações empresariais e com o Governo, venha a contribuir para uma mudança total em nosso futuro, já com resultados a partir deste próximo ano.

Que possamos sair adiante com a situação do impeachment da Presidente Dilma, e que resolvido este capítulo, de uma forma ou de outra, a situação volte a uma normalidade aonde haja um planejamento e se cumpra aquilo que foi planejado, propiciando a volta e crescimento do mercado interno, possibilitando a volta dos investimentos tão necessários a um país jovem e grande quanto o nosso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário